QUINTA-FEIRA SANTA

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05/03/2012 11:12

 

MISSA DA QUINTA-FEIRA SANTA - A/B/C

Subsídios para preparar os comentários

 

(Liturgia Diária – abril 2009)

Irmãos e irmãs, iniciando o tríduo pascal, com alegria nos reunimos para a santa ceia do Senhor. Jesus nos convida a nos alimentar da palavra e do pão consagrado para que, assim, tenhamos força e coragem na missão de lavar os pés uns dos outros, vivendo o mandamento do amor.

A Páscoa dos judeus é a semente de origem da Páscoa cristã. Jesus se reúne com os discípulos e se despede deles com a celebração da ceia, durante a qual ensina o lava-pés, gesto de amor e serviço.

 

(Missal da Assembleia cristã)

A instituição da eucaristia como rito memorial da nova aliança é certamente o aspecto mais evidente da celebração atual, que, aliás, justifica a sua solenidade como uma evocação “histórica” e figurativa do acontecimento realizado na última ceia. Mas é o próprio missal romano que convida a meditar sobre outros dois aspectos do mistério deste dia: a instituição do sacerdócio ministerial e o serviço fraterno da caridade. De fato, sacerdócio e caridade estão estreitamente ligados com o sacramento da eucaristia, compreendido em sua globalidade e de modo mais preciso.

Renovemos os gestos e as palavras de Jesus na última ceia com os seus discípulos, o memorial do seu sacrifício. A fraternidade que nos une neste dia de festa, como em toda eucaristia, está fundada sobre o dom de sua vida por nós e sobre nossa disponibilidade em dar a vida pelos outros.

 

(Dia do Senhor – Ciclo Pascal)

 

Páscoa da Ceia – O Senhor nos convida a celebrar com ele a páscoa, memorial da libertação. Ceiamos com ele e lembramos os gestos de amor de Deus que não tirou nossos pais da terra do Egito. Deixemos que ele nos lave os pés e recebamos dele o mandamento do amor, tornando-nos assim testemunhas de tudo o que ele nos entregou e deixou.

Celebramos a páscoa de Jesus Cristo que se manifesta na ceia da aliança que o Senhor instituiu em sua Memória.

 

(CNBB – Roteiros para celebrações, abril de 2000)

Existem vários modos de vivenciar uma refeição. Se consultarmos livros de etiqueta, vamos descobrir mil sutilezas e regras para colocar os convidados à mesa de acordo com a posição social de cada um e a consideração que o anfitrião lhes quer dispensar. Há lugares de honra em banquetes oficiais e particulares. Isso sem falar na diferença entre os convidados e os empregados que trabalham para o sucesso do banquete, que nem sempre têm direito à comida que eles mesmos prepararam.

Na história medieval ficou famosa a lendária “távola redonda” dos cavaleiros do rei Artur. Essa mesa era redonda para que não houvesse a chamada “cabeceira da mesa”, considerada lugar de honra. A mesa do rei Artur era redonda como sinal de que todos eram iguais.

Ainda hoje a mesa é um símbolo forte: há mesas vazias, mesas cheias demais e há pessoas que não conseguem – ou não querem – partilhar juntas da mesma mesa.

Nesta noite, iniciando o tríduo pascal, o Senhor nos convida a celebrar com ele a Páscoa, memorial da libertação. Recordamos os gestos de amor que Deus realizou, quando tirou nossos pais da terra da escravidão.

Participamos de sua ceia, comendo de seu corpo doado e de seu sangue derramado, entregues por nós. Permitimos que ele nos lave os pés e recebemos dele o mandamento do amor, tornando-nos testemunhas de tudo o que ele nos entregou e deixou. “É a Páscoa da Ceia!”

 

(Liturgia da Semana Santa – ciclo ABC, Ed. Vozes, 1972)

Na ceia, Cristo celebrou com seus discípulos a última ceia da primeira Aliança de Deus com o seu povo e inaugurou a Ceia Nova da Aliança feita com toda a humanidade no seu Sangue. Jesus anunciou então o sacrifício novo em que Ele estava oferecendo a sua própria vida. Suas palavras e gestos deixaram claro para os discípulos a significação de sua vida e morte para a salvação. Mandou que seus seguidores perpetuassem, pelo ritual da ceia fraterna, a memória do que Ele próprio fez. Explicou-lhes que a salvação é fruto de seu sacrifício e que pela celebração da eucaristia entramos em comunhão com Ele, de volta para o Pai através dos caminhos da nossa luta cotidiana. Viver o dia a dia na esperança é carregar a cruz que nos salva com Cristo. A celebração da eucaristia nos alimenta e sustenta neste caminhar.

Em face da paixão, Cristo olha confiante para o seu Pai. A morte que amedronta é o caminho que conduz à vida em plenitude. Aproximando-se a festa pascal, nós nos preparamos para tomar parte mais íntima na obra salvadora. Reconheçamos na Eucaristia um dinamismo que nos leva a viver e morrer com Cristo. Renovemos nossa esperança, firmes na fé e crescendo no amor.

 

Modelo 1

- Diácono Sérgio Ferreira de Almeida

 

COMENTARIO

Iniciando o nosso tríduo pascal somos convidados a contemplar os últimos gestos de Jesus com os seus apóstolos e que são marcas profundas da nossa fé.

Ao lavar os pés de seus discípulos, Jesus nos convida a fazer de nossa vida um constante ato de entrega e serviço aos irmãos.

Ao instituir a eucaristia Jesus se faz alimento da nossa caminhada realizando com a humanidade a nova e eterna aliança.

Celebramos, também, a instituição do sacerdócio ministerial, que nos convoca à unidade da fé e nos permite cumprir o mandato do Senhor: Fazei isto em memória de mim.

 

Lava-Pés:

            Após a homilia o comentarista introduz o lava-pés com o comentário abaixo:

 

         O gesto de Jesus ao lavar os pés dos discípulos e que será agora repetido pelo Sacerdote, é sinal de doação ao próximo: Eu, sendo vosso mestre e Senhor vos lavei os pés para que façais o mesmo.


Preces

           

SAC – Irmãos e irmãs, é preciso rezar em todo tempo, mas sobretudo nestes dias em que viveremos mais intensamente a paixão de N.S.J.C. devemos elevar nossa oração a Deus em fervorosa vigília com o Cristo. Por isso, cantemos: Ó Senhor, Ó Senhor nesta noite, Escutai nossa prece!

 

1. Para que toda a Igreja, como um só rebanho, alimentada pela Palavra e pela Eucaristia, cresça na unidade, no serviço fraterno, na prática da justiça e da verdade, rezemos ao Senhor:

2. Pelo Clero, para que encontre na mesa da Eucaristia a força para sua missão e seja presença viva de Cristo, rezemos ao Senhor:

3. Pelos ministros da Igreja, para que desempenhem seu serviço da palavra, dos sacramentos e da comunhão eclesial com os sentimentos de Jesus, rezemos ao Senhor:

4. Por todos nós que celebramos esta páscoa, para que possamos encontrar na dimensão familiar da eucaristia, a alegria de pertencer a uma comunidade, rezemos ao Senhor:

5. Para que o tríduo pascal que hoje iniciamos nos ajude a testemunhar com grande confiança a Ressurreição de Jesus, rezemos ao Senhor:

SAC - Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, sejamos reconciliados convosco, de modo que, ajudados pela vossa misericórdia, alcancemos pelo sacrifício do vosso Filho o perdão que não merecemos por nossas obras. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antes da Comunhão o Comentarista fará o seguinte lembrete:

 

Hoje participaremos da comunhão sob as duas espécies: pão e vinho. Os ministros nos apresentarão o corpo e o sangue de Cristo que deveremos receber diretamente na boca.

Quem desejar receber somente o Corpo de Cristo sob a espécie de pão consagrado dirija-se à fila junto ao ícone de N.Senhora.

 

Translado

 

            Depois da oração pós comunhão, o comentarista motiva o translado com o comentário abaixo:

 

Logo após o translado dos cibórios para o altar lateral, faremos uma breve vigília eucarística, meditando a agonia de Jesus no Horto.

Amanhã, o objeto da nossa adoração será o mistério da Paixão e da Cruz de Cristo.

Convidamos a todos para a celebração da Paixão do Senhor na solene Ação Litúrgica, às 15h00.

 

(Veja também: triduo pascal presidido por ministros leigos e diáconos)